23. Vida Útil de Fluidos Térmicos

Curtas
& Boas

Vida Útil de Fluidos Térmicos

No processo de seleção de um fluido térmico, sempre surge a pergunta: qual a vida útil desse fluido? A resposta não é simples e, na verdade, nem depende muito do fluido. Em um sistema de transferência de calor, fluidos térmicos são agentes passivos, ou seja, reagem à tecnologia do sistema, ao tipo de aquecimento e às condições gerais de trabalho a que são submetidos.

Os melhores fluidos térmicos atualmente em uso no mundo estão em operação há anos, sendo exaustivamente testados e aprimorados continuamente. Suas características e propriedades físico-químicas são sobejamente conhecidas. Não respeitá-las é o grande problema!

A vida útil de um fluido depende, essencialmente, do projeto de engenharia do sistema, da adequação do fluido selecionado vis-à-vis as necessidades do processo, das práticas operacionais e da gestão de manutenção. É muito importante também a observação das “melhores práticas”, tais como:

1. “Cada macaco no seu galho”. Nem todos os fluidos térmicos são iguais... Há fluidos minerais e sintéticos; para uso industrial, alimentício e farmacêutico; para médias e altas temperaturas; de diferentes viscosidades; fases líquida e vapor; etc. A seleção do fluido certo para um determinado sistema e regime operacional têm impacto direto na sua vida útil.
2. A observação da temperatura máxima de operação, aquela na saída do aquecedor, é de fundamental importância. Operar acima da temperatura máxima especificada para um fluido térmico provoca o que se conhece por craqueamento (quebra molecular), que, por sua vez, gera sólidos insolúveis e suas indesejáveis consequências.
3. Se você estiver lendo esta série em ordem numérica, já deve ter lido os dois primeiros artigos, os procedimentos de partida e de parada. A não observação desses procedimentos também é causa comum de quebra molecular.
4. A análise periódica do fluido, sempre recomendada, possibilita detectar e corrigir antecipadamente problemas de contaminação, degradação térmica, umidade, oxidação, acidez e outros distúrbios que prejudicam o bom funcionamento do sistema. As análises revelam parâmetros fora da normalidade, e nossos comentários sugerem ações corretivas.
5. Observar sempre as recomendações técnicas e operacionais de seus fornecedores e consultores técnicos sobre equipamentos, matérias primas, fluidos térmicos, acessórios e insumos em geral.

A adoção deste conjunto de informações e práticas contribui muito para manter um sistema térmico estável, confiável e seguro.

Nota Oportuna sobre Aquecimento
A opção de aquecimento por resistências elétricas, instaladas ao fundo de tanques ou reatores encamisados (aquecimento por imersão), geralmente adotada para sistemas pequenos, é, por um lado, uma opção por uma tecnologia cuja instalação e montagem não exigem grandes investimentos, mas, por outro lado, reduz a vida útil do fluido significativamente, além das dificuldades de limpeza, quando necessárias. O craqueamento acontece pelas altas temperaturas das resistências para aquecer o fluido à temperatura necessária ao processo e por falta de circulação suficiente do fluido. De um modo geral, esses dois fatores ocorrem simultaneamente. Então, ao decidir-se por um sistema de aquecimento por imersão, é bom saber disso e fazer uma boa análise de custo/benefício para evitar surpresas. Um controle estatístico da produção pode ajudar a determinar a hora da troca do fluido antes que se deteriore e exija a abertura do sistema para limpeza.

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A série Curtas & Boas é uma iniciativa da PolyChem para profissionais da área de transferência de calor por fluidos térmicos.

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